domingo, 2 de dezembro de 2007

Bem vinda

A partir de hoje este blogue será partilhado com a minha amiga Catarina a quem "alojei" :-) , não sei se temporariamente.

Catarina, sem tempos nem pressas, a casa também é tua. Um grande beijinho, flores (muitas) e desejo de grandes vôos para ti

abelhinha

sábado, 17 de novembro de 2007

Era uma vez um rapaz

Hoje voltei até aqui entre dualidades, confusão e transtornos e parece mesmo que já nem te conheço. Agradeço a quem não devo, culpo quem é inocente. Faço tudo ao contrário. Brinco com o meu "eu" e desafio o meu "mim". E mais uma vez não consigo escolher, e olho para trás infinitas vezes. E quero, e desejo, e sinto falta, sinto muita falta, e mais do que tudo tenho necessidade, muita necessidade de segredar em gritos o que sou, o que fui e o que faço e exibir os meus troféus. Perco todas as discrições e a timidez (que tu tanto aprecias ) e revelo-me meio-rapaz/meio-homem usando as minhas estratégias, as minhas velhas estratégias.
Deixo saltar a culpa, desdobro-me em agradecimentos que se perdem nos passos e despejo quase meio do meu passado. Como gostava que me entendesses... e como gostava de vestir a tua pele nem que fosse só por um dia, para nos compreedermos, para chegarmos a um entendimento, para que pudesse dar-te o meu relógio. Como gostava de te dar da minha energia para quebrarmos este gelo, mas essa eu também não sei por onde anda.
Vivemos dias diferentes em meses diferentes e eu só quero que me digas o que pensas, que me digas que as minhas vitórias também são as tuas, que festejes comigo esta alegria, enfim... que abras o teu casulo, nem que seja para me contares histórias...e eu escrever, quando me calar.

'Era uma vez um rapaz que era dois. Um deles nunca tinha lembranças do outro, e o que é mais, um nunca tinha influência na vida do outro; cada um era o que era por separado e assim, com uma assombrosa pontualidade, a pontualidade com que os astros marcam o solstício, dava-se a estranha metamorfose. Na primavera, e mais ainda no verão, poderia garantir-se que este rapaz era o sol; mas no Outono, e mais ainda no Inverno, este rapaz era indubitavelmente a lua: a sua pele ficava pálida e os seus cabelos transformavam-se em arame, com calas brancas e outras grisalhas. E o rapaz andava sempre muito triste no Inverno, ao contrário do que sucedia no verão: a sua pele era morena, e o seu cabelo liso, e o próprio riso fazia-o despertar de manhã bem cedo.

A sua mãe preocupava-se muito com o fenómeno das mudanças; correu com ele um sem-fim de especialistas, que lhe faziam toda uma panóplia de exames e análises, e mandaram que engolisse milhares de comprimidos; de manhã, à tarde e à noite; só que os especialistas do Verão nunca concordaram com os médicos do Inverno; e os especialistas da transição só diziam coisas sem nexo, antes de concluírem agora, minha senhora, é preciso esperar para ver.

Até que um dia o rapaz que era dois desapareceu: passando numa rua habitual, sentiu duas mãos agarrá-lo para junto de uma pared
e branca. O mais estranho é que não eram só aquelas duas mãos que o agarravam; era também quem ia atrás daquelas mãos, alguém que afinal tinha muito mais do que duas mãos, tinha duas vontades. E de um momento para o outro, quando estava todo encostado à parede, à sua volta tinha crescido um estranho casulo.

A seu lado lá dentro, estava uma rapariga que era meio flor, meio lobo; queria florir na primavera e queria ser um lobo no inverno; queria ser verde e respirada pelos outros, e queria poder uivar nos promontórios; e não importava que o vento gélido retumbasse as folhas amarelas, nem a tristeza íntima de tudo.
Ele nunca mais voltou a sair daquele casulo, e ela também não; ficaram encostados a uma parede branca, pela qual passam diariamente milhares de pessoas, no meio delas a mãe do rapaz, cada dia mais triste, e todos os especialistas a caminho do hospital, muito preocupados com outros doentes que também era meio qualquer coisa, meio outra.' E.C.

sábado, 10 de novembro de 2007

domingo, 14 de outubro de 2007

Agora que já todos me descobriram! :-)

Pronto! Já todos sabem que eu sou a abelhinha, que chatice!
Ainda não foi desta que vos consegui "dar a volta" :-)

Ora...papoilas e borboletas já são mais que muitas, tartarugas também já conheço algumas...vou ter que recorrer a outro nome fofinho, qualquer coisa como andorinha ou carochinha, que me dizem? Ou simplesmente florzinha, floribella, que giro! ou chiquitita, se calhar também não seria má ideia, piriquita, canarinha :-) (desculpem mas começaram-mer a ocorrer um sem número de "nomezinhos", vindos do nada, para ocultar a minha identidade). Humm...calimera tb é engraçado e sempre fui grande fã do calimero (estou só a pensar alto).

Ou...ah! Também posso recorrer aqueles compostos do tipo "flor afogada", "lua iluminada", ("abelhinha sem asas" esqueçe-se! ok? senão a minha mãe não pára de gritar ao mundo que eu estou sempre a cair e a levantar-me), "tua para sempre", "pétala de nenúfar" (digam lá que não é lindo?). Ou então em último caso espeto-lhe com um estrangeirismo qualquer, tipo "borrowing me" (tenho que te tirar o chapéu!), "sleepping too mutch", "eyes without green" (este parece-me bem).

Uff! Menos uma preocupação!Opções para endereço já tenho! (se for aceite, é claro) Agora quando quiser criar um blog novo (mais um? dizem vocês ), que isto é como mudar de casa, só tenho que pensar na "decoração", uma imagenzinha ali, uma cores bonitas acolá, mais umas tantas fotos e um novo perfil.

AH! O Perfil, isso é que não! Não tenho paciência, além disso o que interessa saber quais são os meus livros preferidos (estão todos alinhadinhos na estante,meus queridos) as músicas que eu ouço (já comprei caixinhas novas para organizar os últimos cd's por odem alfabética), e quem sou eu (nem eu sei :-)?

Vocês querem é ler umas coisas e uns desabafos bonitos, então se forem declarações de amor, fantástico!
Vocês ( e eu) precisam (os) de ler coisas bonitas, porque este mundo anda muito feio! Palavrinhas mágicas, pinceladas de cor e aguarela (esta já está muito batida mas fica sempre bem ;-)
Palavras de Amor, minha gente, Amor, ensinamentos, pensamentos, seja lá o que for que que nos encha a alma e toque nestes coraçõezinhos que parecem umas conchinhas fora de água, ABRAM-NAS! E TODOS FICAREMOS MELHOR!

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Educação para Adultos

"Que a educação seja o processo através do qual o indivíduo toma a história em suas próprias mãos, a fim de mudar o rumo da mesma. Como? Acreditando no educando, na sua capacidade de aprender, descobrir, criar soluções, desafiar, enfrentar, propor, escolher e assumir as conseqüências de sua escolha. Mas isso não será possível se continuarmos bitolando os alfabetizandos com desenhos pré-formulados para colorir, com textos criados por outros para copiarem, com caminhos pontilhados para seguir, com histórias que alienam, com métodos que não levam em conta a lógica de quem aprende. "

FUCK, 1994

domingo, 23 de setembro de 2007

Miúdas bonitas

"Ao final de 12 ou 15 anos voltei a falar com ela ao telefone. Foi estranho. Achei-a rude e até de certo modo agressiva.

Achei que estaria num dia menos bom e que talvez a simpatia tivesse deixado ser uma das suas caraterísticas. Em abono da verdade, a minha mãe diz que não se lembra que ela fosse muito simpática.


Como diz um amigo meu, no liceu as miúdas bonitas andam sempre com miúdas feias ao lado. "É uma simbiose. As bonitas ficam, aparentemente, mais bonitas e as feias ficam com os restos". Ela era a bonita e eu a feia, ou pelo menos assim achava, mas olhando com distanciamento, tinhamos ambas sucesso nos rapazes, nunca nenhuma ficou com os restos da outra porque gostavamos de pessoas diferentes.


Talvez tenha estranhado, que ao final destes anos todos, não tenha havido pitada de satisfação pelo reencontro (telefónico) como aconteceu com outras pessoas do mesmo grupo e com quem estive este tempo todo sem falar.


Comentei com a Rute, uma amiga da época e que também fala com ela.


A Rute responde:- Deve ser contigo, comigo é brusca mas nada disso que tu dizes.

E enquanto conversava com a Rute divagavamos porque motivo ela teria este "problema mal resolvido" comigo. Para ser uma coisa tão entranhada, confesso que apenas me ocorrem cenas relaccionadas com homens.


E foi quando se fez luz.


Na altura ela namorava com o Paulo.No final do último ano lectivo em que estudamos todos juntos, Paulo ofereceu-me o seu cartão da escola onde tinha feito umas alterações. No lugar da sua foto tinha colocado um "Tou" (não sei se se lembram de uns autocolantes que saiam no Bolicao). Era o "Tou te a mirar"

Mas que culpa tenho eu? Não fui eu que comprei o bolicao.


Vistas bem as coisas, também com distanciamento, acho que se eu fosse a namorada do Paulo, nesse momento eu passaria a ser a ex-namorada do Paulo. De qualquer forma eles ainda foram (ou não) felizes durante mais 3 ou 4 anos."

sábado, 22 de setembro de 2007

HISTÓRIA


Uma História da Carochinha


Há uma pergunta que apaixona há décadas todos os automibilistas inteligentes: qual é o melhor carro do mundo a seguir ao Carocha?


O Carocha é tão bom que a Volkswagen, ao verificar que eram indestrútiveis e que haveria sempre um número suficiente para satisfazer todos os pedidos, foi obrigada a deixar de fabricá-lo. Hoje em dia, continua a ser fácil e barato comprar um bom carocha: o único automóvel metafisicamente incapaz de ser de segunda mão.


Pouco depois de acabar a produção de Carochas, a Volkswagen lançou um novo conceito de automóvel: o Golf.


Durante duas décadas resisti à tentação de exprimentar um destes carros. 20 anos é o mínimo para um carocheiro. Tudo o que dura menos que 20 anos é desprezível, considerando que é esse o período de rodagem dum VW 1200.


Há coisa dum ano arredondaram o Golf, num gesto de ternura para com a lembrança do Carocha. Decidi que tinha chegado o tempo de pô-lo à prova. Esperei que me rebocassem o Carochae, sabendo-o na segurança do parque da PSP, com vista magnífica sobre o Tejo e o vale do Restelo, dirigi-me à SIVA onde requisitei um golf.


Quando entrei no carro, senti abater-se sobre mim o peso de 20 anos, muito tempo para que tudo continuasse na mesma.


A ausência das janelinhas triangulares, que permitem um posicionamento preciso do jacto de ar, a não ser a velocidades loucas (como mais de 90 Km/h), obrigou os engenheiros da Vollkswagen a instalar o ar condicionado.


Chocou-me um pouco a tóxico-dependência da electricidade. Um Carocha ... continua