quarta-feira, 28 de maio de 2008

Na mais profunda tristeza

Num dos dias passados disse-te que já não conseguia chorar, sentio-o pela primeira vez, e as tuas lágrimas caíram-me ao lado, desejei que fossem minhas, de alegria, porque tudo o que eu queria estava diante de nós.

Hoje fiz força, precisava. Para esquecer este sabor amargo que trago na boca. Precisava de me sentir pequenina, de voltar aos meus 12 anos quando em silêncio me refugiava debaixo da cama e fingia que nada ouvia e nem via. Quando me sentia só e incompreendida, quando me abandonavas, quando sentia que tudo me competia, quando cresci.

Hoje entendo uma pessoa muito especial quando me disse que estava a secar. Desculpa, só agora te entendo. Quando é assim, deixamos de nos ver, só procuramos que alguém nos regue. Nas minhas infinitas procuras, são mais os desertos que os jardins já não os consigo ver.

Não digas que já não me consegues ajudar, por favor, tinha essa esperança. Ou então deixa-me pensar que consegues, assim já vale a pena.

Sei que não vemos as coisas com os mesmos olhos, que não estamos unidas (só o senti uma vez) , queria muito afinal não é isso amar? Diz-me se devo partir ou ficar.